ATOA aderimos aos MEET's e o primreiro realiza-se já no dia 30 do corrente mês, na bela localidade de Samil, em Bragança, o local é o restaurante RACHA, bem conhecido pelos bons vinhos e bons pratos lá servidos.
Queres conhecer boa gente junta-te a este MEET ATOA, que será realizado durante o jantar.
Acrescenta-se que será a primeira aparição publica dos pólos ATOA
P.S: Trata-se de um MEET anti distúrbios.
Associação de Transmontanos de Oeiras e Amigos; Grupo de amigos, pessoas comuns, que a amizade que têm, faz com que nunca andem ATOA.
Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.
Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.
Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...
Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?
Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
- Entre!
A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.
A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.
Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.
Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.
Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.
A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.
Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
- Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.
Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.
Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.
Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.
O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei.
Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:
- Para cá do Marão, mandam os que cá estão!...
Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?
Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
- Entre!
A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.
A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.
Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.
Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.
Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre. Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem. E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo.
A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.
Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
- Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.
Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.
Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.
Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.
O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Já há logotipo
Como já reparam, embora a votação tenha sido fraca, já existe um logótipo vencedor.
Ganhou o logo feito pelo Marc Mesquita, tendo o do Miguel Meles o segundo lugar, no entanto o logótipo do Miguel será reaproveitado para um futuro brasão, a utilizar pela associação.
Uma vez que já existe um logo escolhido já podemos avançar para um outro projecto, o projevto NÃO VISTAS ATOA.
Então quem quiser aderir ao projecto e adquirir um pólo ATOA, contacte atransmontanosoeiras@gmail.com
Ganhou o logo feito pelo Marc Mesquita, tendo o do Miguel Meles o segundo lugar, no entanto o logótipo do Miguel será reaproveitado para um futuro brasão, a utilizar pela associação.
Uma vez que já existe um logo escolhido já podemos avançar para um outro projecto, o projevto NÃO VISTAS ATOA.
Então quem quiser aderir ao projecto e adquirir um pólo ATOA, contacte atransmontanosoeiras@gmail.com
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Já ai estão os primeiros
O prazo só acaba no sábado, mas ficam aqui os logotipos já recepcionados.
1.º autor chico fininho
2ª autor Marc Mesquita
3º autor Miguel Meles
A ordem de colocação é aleatória, as votações estão abertas, até sábado ainda podem enviar os vossos projectos que serão colocados aqui e sujeitos á votação.
Votem através dos comentários
1.º autor chico fininho
2ª autor Marc Mesquita
3º autor Miguel Meles
A ordem de colocação é aleatória, as votações estão abertas, até sábado ainda podem enviar os vossos projectos que serão colocados aqui e sujeitos á votação.
Votem através dos comentários
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
O prazo para envio de logotipos
O prazo para o envio dos logotipos, para serem votados, termina no sabado.
Se ainda queres participar envia para atransmontanosoeiras@gmail.com.
Se não existirem logotipos para ir a votoção, será decidido o logo a utilizar, pela administração do blog.
Fica aqui um exemplo:
Se ainda queres participar envia para atransmontanosoeiras@gmail.com.
Se não existirem logotipos para ir a votoção, será decidido o logo a utilizar, pela administração do blog.
Fica aqui um exemplo:
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Outras actividades
Os passeios de bicicleta são prática comum entre alguns dos nossos amigos.
Como tal também vamos fazer menção aos mesmos aqui no blog, anunciando os dias em que se realizam, horários e os pontos de encontro, para quem quiser aderir.
Vem pedalar ATOA
sábado, 9 de agosto de 2014
Sardinhada 02 de Agosto 2014
Como prometido aqui estão algumas fotos do evento de dia 02, quem quiser a totalidade das fotos é entrar em contacto com atransmontanosoeiras@gmail.com.
Pedimos desculpa pelos modelos, mas foi o melhor que conseguimos pelo preço.
Como podem reparar aquilo que era para ser um almoço, transformou-se em almoço, jantar e ceia.
Aproveitamos para agradecer, aos Bombeiros Voluntários do Dafundo, pela cedência do espaço, e nos terem proporcionado o passeio de barco, um bem haja a todos.
Concurso logo ATOA
Como estamos a dar os primeiros passos, e falta fazer muito para que seja cada vez mais completo este espaço, abrimos desde já um concurso, para a elaboração do logotipo, para o blogue. Assim quem quiser, desenha, cria, inventa um logotipo, e envia para o email atransmontanosoeiras@gmail.com, que depois será exposto no blog, e sujeito a votação. O autor do logo vencedor terá direito a um pequeno prémio.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Associação de Transmontanos de Oeiras e Amigos - ATOA
O blogue ja está, mais tarde teremos mais noticias.
Para breve um post sobre o convivio de dia 2, na praia da Cruz Quebrada, com algumas fotos.
Contamos também com a opinião de todos, e ideias para futuros convivios, na caixa de comentários.
Para breve um post sobre o convivio de dia 2, na praia da Cruz Quebrada, com algumas fotos.
Contamos também com a opinião de todos, e ideias para futuros convivios, na caixa de comentários.
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